O agente da Delegacia da Criança e do Adolescente, Avelino Henrique Barreto Varela, e Luiz Carlos Santana, da Delegacia de Roubos e Furtos, passaram a tarde desta quinta-feira (17) na Corregedoria da Polícia Civil prestando depoimento. Eles foram presos em Brazlândia, em um carro roubado e com placa clonada.
O policial militar que fez a prisão contou que eles foram vistos pelo vigia do posto do Departamento de Estradas de Rodagem (DER), na BR-080, em Brazlândia, sequestrando um funcionário do departamento, Edmilson Franklin da Costa. Com o número da placa, o vigia acionou a polícia, que interceptou o carro perto da Administração Regional.
“Nessa abordagem, um dos agentes se identificou corretamente. Sabemos que a polícia trabalha com veículos que não são registrados. E aquele veículo estava registrado, com a placa clonada. Quando puxamos o chassi do veículo, vimos que ele foi roubado em Vicente Pires”, revela o sargento Francisco José de Melo.
No momento em que era levado para a delegacia, o funcionário do DER disse que teve medo de morrer. Na Corregedoria da Polícia Civil, ele contou que não conhecia os policiais e que eles o levaram para uma estrada de terra, onde fizeram ameaças. Os policiais teriam pedido R$ 14 mil a Edmilson por uma caminhonete que ele teria comprado e não pagou.
O prazo para entregar o dinheiro era às 16h. A corregedora, Nélia Vieira (foto), enquadrou os dois policiais nos crimes de extorsão, receptação e adulteração de placa. Segundo ela, o agente Luiz Carlos Santana disse que foi a Brazlândia fazer uma investigação e que chamou o outro agente para acompanhá-lo.
Avelino Varela está afastado da polícia desde janeiro, quando foi indiciado pela Corregedoria, também por extorsão. A carteira de policial já estava retida na Polícia Civil.
“Ele não deveria estar em nenhuma missão. Ele está afastado das atividades policiais e quando um policial está afastado, respondendo a processo disciplinar, ele não pode exercer qualquer função policial”, explica a corregedora.
Mesmo afastado, o policial Avelino Varela continuava recebendo um salário em torno de R$ 6 mil. O outro agente, Luiz Carlos Santana, responde a processo disciplinar, também por extorsão, e continuava trabalhando. Os dois ficarão presos em uma delegacia e não podem pagar fiança.
Fonte: Globo.com
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